O clima mudou de novo. Depois de uma semana com dias quentes e temperaturas entre 17 e 27 graus, os termômetros registraram a menor temperatura de 2006 em Franca. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), na madrugada de quinta-feira foram marcados 12,1 graus. Até então, a marca mais baixa havia sido 12,5 graus, na terça-feira.
A mudança brusca foi provocada pela chegada de uma massa de ar polar frio e seco ao Estado de São Paulo na terça-feira e o clima continuará fresco. A previsão do Inmet é de que na madrugada desta sexta-feira, a mínima fique entre 12 e 13 graus. A sensação térmica aumentará o frio. “Se fizer 12 graus, as pessoas sentirão em torno de 10, principalmente com os ventos que passam por Franca”, disse a meteorologista Luciene Dias. As rajadas são interferência de outro fenômeno climático: um ciclone tropical no oceano, que atinge cidades do norte do Estado.
A massa polar deve permanecer na região e deixará o clima estável até domingo. As mínimas previstas ficarão entre 10 e 12 graus e as máximas sem ultrapassar os 26.
Na região, a temperatura deve oscilar entre 15 e 30 graus até domingo. O tempo mais quente será registrado em Rifaina durante o dia de hoje, chegando a 30 graus. Clima mais ameno só em Pedregulho, onde os termômetros devem registrar entre 11 e 26 graus hoje.
DIAS CLAROS
Os dias continuarão claros, sem nuvens, com sol forte durante a manhã e tarde e noites frias. Como não há formação de nuvens, o calor que aquece a Terra durante o dia volta para o espaço, ocasionando a queda de temperatura nas tardes e madrugadas. O fenômeno é chamado resfriamento radioativo. Não há previsão de chuva. “A massa de ar veio do continente, não do oceano, por isso não tem umidade e impede as precipitações”.
O sobe e desce nos termômetros é uma característica do outono, uma estação de transição que concentra particularidades do verão e inverno. Mas, essas alterações climáticas costumam causar sérios problemas à saúde e, neste ano, os atendimentos para alergias respiratórias e outras crises aumentam nos hospitais e consultórios médicos. Para os lojistas, manter as vitrines atualizadas é outro desafio. A troca das roupas precisa ser feita diariamente.
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