Seis óbitos sem explicação


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Trinta e seis dias foram suficientes para comprovar o descaso com a saúde pública municipal e cruciais para demonstrar a falta de ação das autoridades, uma vez que, um ano depois, as circunstâncias que certamente anteciparam as mortes de seis pessoas continuam sem investigação e os eventuais responsáveis, impunes. Celso de Castro Souza morreu no dia 27 de janeiro após passar por vários médicos que apresentaram seus diagnósticos supostamente ignorando sintomas e exames. No dia 31 de janeiro, João Perez, que, segundo contou a família, recebeu, num primeiro momento, diagnóstico de pneumonia, mas não foi internado. Seu quadro piorou e João morreu em casa duas horas e dez minutos depois de ter tido seu problema diagnosticado por outro médico como um “resfriado forte”. Em fevereiro, dia 22, o aposentado Hercílio Rigoni, 72, morreu em virtude de uma crise respiratória após passar pelo Pronto-socorro “Doutor Janjão” e pela Santa Casa com fortes dores nas costas. No mesmo mês, Eurípedes Sebastião Ramos Pinto, 46, morreu após passar mal e esperar uma hora e meia pela chegada da ambulância em sua residência. Em março, Antônio Feliciano da Costa e Ângela Maria Alves Gomes morreram nos dias 02 e 04, respectivamente, após esperarem uma hora passando mal pelo transporte público de emergência.

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