O sapateiro Otávio Messias de Oliveira, 64, resolveu ao seu modo obter uma “autorização” para dirigir automóveis e sua motocicleta ano 1992, sem correr o risco de ser reprovado nos exames do Detran-SP. Ele comprou, em Restinga, uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) falsificada. Mas, Otávio não contava que seria flagrado pela Polícia Rodoviária, na Rodovia Franca-Restinga, na manhã desta terça-feira. O caso foi registrado no Plantão Policial e encaminhado para a Delegacia de Polícia daquela cidade.
O senhor, de 64 anos, trafegava pela estrada rumo à empresa onde trabalha, no Distrito Industrial de Franca, quando foi parado pela Polícia Rodoviária. Ao averiguar os documentos, ficou constatado que a CNH tinha borrões e muitos dos itens não estavam preenchidos, como categoria e data de validade do documento. A falsidade do documento foi constatada após verificação junto ao sistema disponibilizado à Polícia.
Em entrevista à rádio Franca do Imperador AM, o sapateiro não se intimidou e admitiu que comprou a CNH através de um morador de Restinga, que tinha contatos com um falsário de Ribeirão Preto, há um ano. “Um rapaz me informou que tem um parente em Restinga que vendia a CNH e me pediu 800 reais. Foi o que eu fiz”. Otávio nem precisou sair de casa para receber o “documento”, num sistema “delivery”: “Eles foram levar lá em casa”.
Não bastasse o fato de não fazer exames e nem tirar a carteira por meios lícitos, Otávio Messias disse que comprou uma CNH falsa porque “só sabe ler o nome” e, assim, deixando de correr o risco de ser reprovado em um exame realizado em qualquer Centro de Formação de Condutores. Se faria tudo de novo? “Depende dos exames”, concluiu a entrevista. O nível de instrução do sapateiro é até o 2º ano do ensino fundamental.
A Polícia da cidade já investiga quem teria intermediado o documento a Otávio Messias de Oliveira. A suspeita é de uma conexão com bandidos de Ribeirão Preto.
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