Celinho, livre de uma das acusações de estupro


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Célio Pereira (ao centro), conduzido por policiais; revés no processo o livra de mais uma condenação
Célio Pereira (ao centro), conduzido por policiais; revés no processo o livra de mais uma condenação
O Ministério Público de Franca descartou ontem a autoria de um dos estupros atribuídos a Célio Ernande Pereira, professor de dança que ficou conhecido como o “tarado da Unesp”. A vítima do caso, que aconteceu em 2001, reconheceu Evanildo Domingos, que ficou conhecido como homem aranha, depois de assumir a autoria de mais de 20 crimes sexuais, como o homem que a atacou. Segundo o promotor José Lourenço Alves, o Ministério Público decidiu requerer nova audiência com as presenças da vítima e dos acusados, Célio Ernande Pereira, preso em Serra Negra, e Evanildo Domingos, detido no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. Em fevereiro, a estudante, que mora em Franca, já havia demonstrado estar em dúvida sobre ser Celinho o homem que a estuprou. Ontem, todos os questionamentos foram sanados, com o reconhecimento de detalhes em Domingos que não o foram em Pereira. “Está afastada a hipótese de Celinho ser o autor do estupro”, disse o promotor. Com isso, o processo contra Ernande deve ser extinto e outro aberto no lugar, tendo, desta vez, Evanildo Domingos como réu. Celinho ainda tem pela frente o processo pelo qual foi condenado por estuprar uma estudante da Faculdade de Direito de Franca em 2003 e cumpre pena superior a 26 anos na Penitenciária de Serra Negra, na região de Ribeirão Preto, e mais duas ações, que correm na 1ª e 3ª varas criminais. Nos últimos dois casos, o reconhecimento de Celinho pelas vítimas foi feito sem a participação de Evanildo Domingos, preso em Goiás, em novembro do ano passado. A advogada de Pereira, Thereza Ricci, que o defende na Justiça, tenta inocentar seu cliente no Tribunal de Justiça de São Paulo, para onde recorreu, em audiência ainda sem data marcada. Contra o acusado pesa o maior trunfo da Polícia Civil e do Judiciário: um lençol encontrado ao lado do apartamento da estudante de Direito que o reconheceu, contendo vestígios de esperma. Após exame de DNA, ficou constatado que o material examinado era mesmo de Célio Ernande Pereira.

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