Denúncia anônima levou à prisão dos criminosos


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A elucidação do crime era tida como prioridade pela polícia local, principalmente em razão da repercussão e comoção causadas. Logo após o assassinato, os investigadores Amato, Dênis, Élcio, Mendes, Nilson e Régis, da equipe de homicídios da DIG, fizeram uma varredura na cena do crime em busca de pistas. Um bilhete escrito a lápis com o endereço Rua Humberto Cecchi e alguns números foi apreendido no quarto da vítima. Mais tarde, descobriu-se que era o endereço e o telefone do suposto mentor do assalto. Minutos antes do roubo, ele teria se reunido com os jovens para passar as coordenadas. Uma preciosa informação passada aos policiais na manhã seguinte ao assassinato foi decisiva para a prisão dos criminosos. “Uma pessoa nos ligou e disse que dois moradores do Jardim Aeroporto III haviam seguido de táxi do bairro até a Vila Santa Efigênia pouco antes do crime”, disse Amato. Com a informação, os policiais concentraram as investigações nas proximidades do local em que os suspeitos pegaram o táxi. Conseguiram avistar dois jovens com as mesmas características descritas pela testemunha. “Passamos a seguir seus passos e notamos que estavam gastando muito dinheiro. Fizeram até um churrasco no fim de semana. Apuramos ainda que, no dia do crime, um dos envolvidos pagou lanches para várias pessoas”, completou o investigador. Durante o roubo, um dos criminosos vestia um blazer preto. A polícia descobriu que Jean usava roupa semelhante para fazer “segurança” em eventos de pequeno porte na cidade. Diante dos indícios, os policiais prenderam Jean e Adriano. Ambos entregaram a arma usada no crime e levaram os investigadores a um terreno no Distrito Industrial, onde haviam se desfeito de notas fiscais e cheques roubados do comerciante.

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