O MST (Movimento dos Sem-Terra) e o MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) intensificaram as ações por todo o País. Na região não tem sido diferente. No feriado de 1º de maio, um grupo ligado ao MST ocupou a Fazenda Irene, em Sacramento (MG). Em torno de 15 famílias (60 pessoas) estão alojadas na área, que teria, segundo eles, mais de 180 alqueires. “Viemos para ficar. O fazendeiro tem muita terra e não usa. Nós, que queremos trabalhar, nada temos”, disse o francano Vanderlino Laurindo de Oliveira, 58, um dos líderes do acampamento. Outras duas famílias de Franca estão na fazenda.
De acordo com Luís Augusto Jerônimo, coordenador do movimento em Sacramento, a propriedade é improdutiva. “Não pretendemos sair da fazenda, já que as chances dela se tornar um assentamento são grandes”, disse. O dono da propriedade, Leonel Scalon, foi procurado pela reportagem para comentar a invasão, às 19h40 de ontem, mas, segundo sua mulher, não estava em sua residência.
Na semana passada, o MLST, que tem priorizado ações no Estado de São Paulo, também agiu. Sem-terra ligados ao grupo invadiram uma fazenda na região de Presidente Epitácio, a 598 quilômetros de Franca.
Outros grupos do MLST estão instalados em áreas de Cristais Paulista e na Fazenda Boa Sorte, em Restinga. Até o momento, 2.900 famílias estão inscritas para novas ocupações. Dessas 300 foram inscritas na manifestação do 1º de maio em Franca. “Queremos chegar a 5 mil famílias”, disse Vilmar Silva, um dos líderes do movimento.
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