Hospital cobra R$ 900 mil e prefeitura anuncia auditoria


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O provedor do Hospital Psiquiátrico Alan Kardec, Cleomar Borges de Oliveira, espera uma solução para os problemas financeiros da entidade
O provedor do Hospital Psiquiátrico Alan Kardec, Cleomar Borges de Oliveira, espera uma solução para os problemas financeiros da entidade
O Hospital Psiquiátrico Alan Kardec pede socorro. O atendimento a 240 pacientes (destes, 70 moradores) tem gerado um déficit mensal de R$ 60 mil desde janeiro de 2005, quando a prefeitura suspendeu um repasse do mesmo valor que fazia todos os meses mediante um acordo que celebrou com a participação do Ministério da Saúde. Com isso, a instituição sentiu o rombo nas contas. Para manter os pagamentos em dia, parte do patrimônio da instituição foi vendida, mas o dinheiro acabou. Agora, o hospital deve para alguns fornecedores e não tem dinheiro para honrar os compromissos em dia. O azul do caixa de outros tempos torna-se cada vez mais vermelho. O provedor, Cleomar Borges de Oliveira, disse no quadro Café com Notícia, do Jornal da Manhã, da Difusora AM (1.030 kHz), de terça-feira, que a administração, na gestão do ex-prefeito Gilmar Dominici (PT), complementava os gastos do hospital conforme acordo firmado junto com o Ministério da Saúde. “A verba que vinha do SUS não fazia frente aos nossos custos. Foi quando a prefeitura entrou e se comprometeu a cobrir o buraco com esta contrapartida”. O convênio terminou em 31 de dezembro de 2004 e o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) suspendeu o repasse. “Não se estabeleceu um novo contrato, mas uma cláusula dizia que, se o atendimento à população não parasse, o convênio seria renovado automaticamente por mais 60 meses”, declarou Cleomar na Difusora. O secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, contestou o provedor do Alan Kardec. Para ele, uma renovação teria que acontecer por meio de um “termo aditivo contratual”. Ainda no Jornal da Manhã de terça-feira, Cleomar defendeu que a prefeitura deveria repassar o dinheiro retroagindo até janeiro de 2005. Isso reforçaria o caixa do hospital em R$ 900 mil. Além de não garantir ajuda ao Alan Kardec, o governo ainda fará uma auditoria nas contas através de uma comissão, nomeada pelo prefeito e formada pelos secretários Sebastião Manoel Ananias (Planejamento e Gestão Orçamentária), Jerônimo Sérgio Pinto (Administração e Recursos Humanos) e Alexandre Augusto Ferreira (Saúde), segundo o Decreto 8.868/06, assinado pelo prefeito no último dia 27. “Na sexta, uma equipe formada por mais três pessoas nomeadas pela instituição, começará a analisar as contas”, disse Jerônimo. A análise das contas do Alan Kardec foi aprovada por Cleomar como uma alternativa de soluções para os problemas enfrentados. “Depois da avaliação, a verba complementar que seria repassada pela prefeitura será dimensionada ou mesmo identificará áreas em que gastos do hospital podem ser cortados, no que não acredito”, disse Cleomar. Não há prazo para a conclusão da auditoria, que deve levar no mínimo 15 dias.

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