Sexto sentido: ‘Vi que eram gente boa’


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Antônio Andrade Avelar, 51, dá aulas em quatro escolas estaduais da cidade. É casado e tem duas filhas. Na família, para os alunos e agora na reportagem do jornal, ele procurar dar exemplo de solidariedade. Comércio da Franca - A atitude do senhor foi surpreendente. Em nenhum momento o senhor teve medo? Antônio Avelar - Hoje é muito perigoso mesmo confiar nas pessoas, mas meu sexto sentido não falha e percebi que precisavam de ajuda de verdade. Acabei comprovando que eles são muito gente boa. Comércio - Vocês conheciam o casal havia apenas alguns dias quando contrataram Ana Paula... Antônio - É verdade. Mas logo no começo já vimos que são pessoas boas, simples. Contratamos a moça para ajudar na limpeza da casa porque eles estavam precisando do trabalho para cuidar da filha. Comércio - Sua mulher, Ana Luiza, fala que o senhor tem um coração maior que o mundo. Lembra-se de outras ações solidárias? Antônio - Sempre ajudo as pessoas. É algo dentro de mim. Deve ser alguma coisa relacionada a vidas passadas, algo que tenho de corrigir aqui. Além do mais, estamos na terra só de passagem, temos mais é que ajudar. Na semana passada, dei um par de tênis e uma calça para um aluno. Com certeza, uma das histórias mais lembradas pela minha mulher é uma blusa que ela trouxe de presente dos Estados Unidos. Acho que estava usando o moletom pela terceira vez e ao chegar à padaria, vi um homem tremendo de frio. Tirei a blusa de frio na hora e dei para ele.

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