Movimento era restrito às compras de emergência


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Os motivos que levaram à redução de sete horas no funcionamento dos supermercados de Franca, que antes abriam 24 horas, são semelhantes nas duas redes varejistas e têm como principal fator: a economia. Segundo José Roberto Alves, gerenciador de perecíveis no Gimenes, o corte foi necessário em razão do baixo movimento no intervalo da meia-noite às 6 horas. “A movimentação não atendia à expectativa da rede, por isso a Central optou por diminuir os gastos”, disse. Para ele, Franca ainda não comporta uma loja aberta dia e noite, nos moldes de Ribeirão Preto, em razão da falta de hábito. “O francano não tem costume de fazer compras na madrugada. O serviço ainda é pouco explorado na cidade”. De acordo com funcionários, nesse horário, o pouco movimento ficava restrito às compras emergenciais e a maioria dos freqüentadores formada por jovens solteiros. Agora, a opção é adiantar as compras ou procurar por ajuda em uma loja de conveniência. Inaugurado em outubro de 2004, o supermercado conta com área de vendas de 1.800 metros quadrados, mais de dez mil itens em exposição, 14 caixas e 200 vagas de estacionamento. “No final de outubro de 2004, Franca foi escolhida como uma das cidades para investimento porque estava em expansão e boa fase. A cidade comportava mais uma unidade do Gimenes. No começo foi bom, mas atualmente a situação é outra”, disse Alves. A estimativa dos responsáveis era de receber entre 80 mil e cem mil consumidores a cada mês. A rede também tem uma loja na Rua Voluntários da Franca, na Estação. Nessa, o funcionamento é das 7 às 22 horas em razão do baixo fluxo de pessoas pelo local após esse horário. No CompreBem, o funcionamento 24 horas ocorreu durante dois anos e meio e a interrupção aconteceu no final de março. “Estava inviável manter a loja aberta sem movimento, por isso mudamos o horário”, disse o gerente Marcos Gimenes. “A experiência foi positiva e há até a possibilidade de voltar a abrir 24 horas”. Além disso, segundo Gimenes, o fator segurança também influenciou na decisão. “Para ficarmos abertos 24 horas era preciso investir em mais segurança e o grupo resolveu que não compensaria”.

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