Abrigando 17 empresas de ônibus, a rodoviária de Franca arrecada perto de R$ 40 mil por mês apenas com as taxas de embarque pagas pelos passageiros. O valor não é oficial e foi levantado informalmente junto aos guichês. Questionada, a Emdef (Empresa Municipal Para o Desenvolvimento de Franca), administradora do terminal, não forneceu números. O presidente da empresa, Alexandre Godói, em seu último dia de trabalho, não conversou com a reportagem. Esta tarefa coube à assessoria de imprensa da Prefeitura de Franca, que enviou uma nota que mais insulta do que esclarece.
Questões importantes como quanto a Emdef arrecada com o recolhimento das taxas de desembarque, valores atualizados dos aluguéis e condomínios ou quantos funcionários trabalham no terminal não foram respondidas. “Os valores estão sendo apurados”, resumiu a assessoria.
O destino do dinheiro arrecadado também não foi explicado. A nota diz que todo valor recolhido é investido no terminal, mas não apresenta planilhas ou qualquer tipo de comprovação das aplicações ou quanto representam as despesas em comparação à receita.
Para perguntas sobre a falta de segurança e estrutura para passageiros e funcionários, e falta de alvará de funcionamento, por exemplo, a assessoria respondeu que situações como essas serão contempladas no projeto de reestruturação do terminal. Que projeto é esse, desde quando está sendo estudado, quando estará pronto, o que resolverá e quanto custará para o município ninguém sabe.
A única resposta dada claramente foi o número de passageiros embarcados diariamente: aproximadamente 800. (PG)
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