Violenta colisão frontal entre um Chevette e um caminhão matou quatro jovens na madrugada de segunda-feira, feriado de 1º de maio. De proporções assustadoras, a tragédia aconteceu na Rodovia Cândido Portinari, altura do segundo trevo de acesso a Cristais Paulista. O carro ficou totalmente destruído. Os corpos de seus ocupantes, dilacerados. O reconhecimento oficial só foi possível por meio de análise das impressões digitais. As vítimas moravam em Pedregulho.
Eram 4h40 e os ocupantes do carro retornavam para casa após passarem a noite em local incerto em Franca. Na altura do km 413 da rodovia, em uma curva, o Chevette teria invadido a mão contrária e batido de frente com um caminhão Ford Cargo. O carro foi prensado e arrastado por cerca de 50 metros pelo pesado veículo em um trecho de subida. Segundo o tacógrafo, analisado pela polícia após a batida, a velocidade do caminhão era de 60km/h.
As proporções do acidente assustaram até mesmo experientes policiais. “Foi uma coisa horrível: o carro foi reduzido a um monte de ferros retorcidos e ficou difícil constatarmos até qual modelo de veículo era. Os corpos ficaram dilacerados, mutilados”, contou o sargento Emerson, do Corpo de Bombeiros. “Só sobraram restos de peças e de pessoas. Nunca vimos tragédia igual em nosso município”, lamentou o soldado Cunha, da Polícia Militar de Cristais.
O estado em que os corpos ficaram, dificultou até mesmo a contagem dos mortos. A princípio, os bombeiros acreditavam que havia três pessoas no carro, mas, ao cortar as ferragens, encontraram o cadáver de uma quarta vítima. O motorista do Chevette, Jairo Eugênio do Nascimento, 19, auxiliar de escritório; Jean Flander Antônio Silva Pinto, 17, estudante; Mário Sérgio Camargo Rocha, 17, ajudante de supermercado, e Cláudio Márcio Silva, 34, técnico em informática, não tiveram a menor chance de sobrevivência e morreram na hora.
O condutor do caminhão, Éder Domingues, 20, natural de Monte Mor (SP), nada sofreu. Ele disse aos policiais e à reportagem do Comércio que o Chevette teria invadido sua mão de direção. Domingues pararia pouco adiante para tomar café com o pai.
A Polícia Científica esteve no local e levantou informações para tentar apurar as causas do acidente. Responsável pelas investigações, o delegado de Cristais, Djalma Donizete Batista, aguarda o laudo pericial oficial para conduzir o inquérito policial. Familiares das vítimas não souberam dizer o que elas faziam em Franca.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.