Segurança rouba a cena e domina sessão da Câmara


| Tempo de leitura: 2 min
O comandante da PM de Franca, Emerson Justus, foi à sessão da Câmara ontem e falou sobre a segurança na cidade: “Temos problemas, mas existe um trabalho sendo feito”
O comandante da PM de Franca, Emerson Justus, foi à sessão da Câmara ontem e falou sobre a segurança na cidade: “Temos problemas, mas existe um trabalho sendo feito”
Um assunto que não estava em pauta dominou as discussões na sessão da Câmara Municipal de ontem. A segurança no município foi o tema dos principais debates entre os vereadores e o comandante da Polícia Militar em Franca, tenente-coronel Emerson Justus. A polêmica começou quando Gilson Pelizaro (PT) usou a tribuna para comentar declarações do coronel Eliseu Eclair, comandante geral da Polícia Militar (PM) do Estado, publicadas pelo Comércio da Franca na edição de 29 de abril. Ecalir dizia, entre outras coisas, que a insegurança na cidade não passava de uma “sensação”. O petista enfatizou a “infelicidade” do coronel e fez uma sugestão: “Vamos reunir um histórico da insegurança em Franca e enviar ao coronel para que ele conheça a real situação”. Joaquim Ribeiro (PSB), e os adversários políticos, Jepy Pereira (PSDB), Luiz Carlos Fernandes (PDT) e Marcelo Valim (PSDB) concordaram com as palavras do petista e apoiaram a sugestão. O comandante da Polícia Militar em Franca, tenente-coronel Emerson Justus, convocado pelo presidente da Casa, Marcelo Mambrini (PMN), também usou a tribuna. Justus disse que quem deve ser cobrado pelo policiamento na cidade deve ser ele, que é o comandante da corporação no município. “Sei que temos problemas, mas digo também que existe um trabalho sendo feito”. O coronel reconheceu que há falta de homens, viaturas e equipamentos entre as limitações enfrentadas pela PM em Franca. Mas, mesmo com tudo isso, acredita que há o que comemorar. “No último trimestre de 2005 tivemos quatro homicídios, nos três primeiros meses deste ano foram apenas dois”. Justus disse que, no início de 2007, 150 novos policiais serão incorporados ao efetivo da PM na região de Franca, sendo 117 para a cidade. Para Gilson Pelizaro, a presença do coronel à Casa e as mais de três horas de discussão foram importantes. “A contestação dos vereadores fez com que o comandante viesse até aqui e admitisse que há problemas, ao contrário do chefe dele. Essa é a função do parlamentar: cobrar”. Justus disse que está à disposição para mostrar o trabalho da polícia na cidade. “Estamos dispostos a ‘prestar contas’ do nosso trabalho sim. E só podemos fazer isso porque há trabalho a mostrar”. A SESSÃO Proposta do vereador Rui Engrácia (PSDB), que obriga os postos de combustíveis da cidade a delimitar as áreas destinadas às calçadas no perímetro dos estabelecimentos, foi aceita pela Câmara ontem. O vereador Marcelo Caleiro (PMDB) conseguiu aprovar a intenção de instalar um dispositivo de sistemas de segurança para motocicletas em praças públicas da cidade. Em regime de urgência, a transferência de duas máquinas fotocopiadoras, da Câmara Municipal para a Polícia Militar, também foi aprovada. Projeto de Gilson Pelizaro, que proíbe trotes violentos, e outro de Joaquim Ribeiro, que quer a implantação de um posto de coleta de material genético para exames de DNA gratuitos em Franca, foram adiados por uma e três sessões, respectivamente.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários