Esporte ‘fora de estrada’ vira programa familiar

Para muitas pessoas, falar em poeira, terra, carro perdido no meio de canaviais é algo inconcebível como um bom programa de fim de semana. Mas para os amantes e suas famílias que

03/05/2006 | Tempo de leitura: 2 min

A competição de domingo aliou emoção, muita terra e habilidade  nas estradas de Franca e região, em locais marcados pela lavoura de cana-de-açúcar
A competição de domingo aliou emoção, muita terra e habilidade nas estradas de Franca e região, em locais marcados pela lavoura de cana-de-açúcar
Para muitas pessoas, falar em poeira, terra, carro perdido no meio de canaviais é algo inconcebível como um bom programa de fim de semana. Mas para os amantes e suas famílias que gostam de um esporte off-road, isso é tudo o que têm de melhor para fazer no final de semana. E foram situações como as descritas acima que 116 competidores tiveram pela frente no último domingo. Uma competição com 90 quilômetros, passando por paisagens rurais de Franca e Restinga, reuniu 58 carros de Franca e Ribeirão Preto no 1º Raid Santos Dumont. Dentro dos jipes, caminhonetes e utilitários havia pilotos e navegadores e em quase 20 desses veículos, tinha uma dupla pai/filho, marido/mulher ou primos. Para estas pessoas, um raid é mais que uma competição. É uma forma de reunir a família. Quem pode exemplificar isso é o casal Andréa Orlando, 33, e Marcos Aurélio Orlando, 37. Eles comemoraram o primeiro aniversário do filho Arthur no raid. “Não vamos competir porque nosso filho estava fazendo um aninho e não dá para levá-lo. Viemos aqui apenas para comemorar a data perto do que gostamos de fazer”, disse a mãe. No único ponto de descanso da prova, Luís Mamede, 55, e a filha Alethéia Mamede, 24, avaliavam que não estavam bem na prova em razão da perda de pontos, mas mesmo assim estavam felizes. “Tudo é muito bom. Estamos em meio à natureza, com minha filha, só nossa pontuação que não está boa”, disse Luís. O raid é um dos esportes praticados em estradas de terra que mais vem crescendo no País. Essa prova não exige velocidade e, sim, tarimba do navegador, que precisa traduzir um mapa cheio de códigos, descobrir o trajeto a ser seguido e apontar ao piloto. Na disputa de domingo, a dupla campeã da categoria graduados foi Guaraci Monteiro (piloto) e sua mulher Giane Mendonça (navegadora); na turismo, foram Tiago Carrera e Gustavo Moreti. O Jeep Clube participará na organização de outras competições, ainda sem datas definidas para acontecer. (Veja mais fotos no site do Comércio da Franca, editoria Esporte).

Fale com o GCN/Sampi! Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Receba as notícias mais relevantes de Franca e região direto no seu WhatsApp
Participe da Comunidade

COMENTÁRIOS

A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do Portal SAMPI e se comprometem a respeitar o código de Conduta On-line do SAMPI.