Com salário mínimo, doméstica complementa renda familiar


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Para Geni, baixo salário é compensado com facilidades: “Posso cuidar da neta no serviço”
Para Geni, baixo salário é compensado com facilidades: “Posso cuidar da neta no serviço”
Franca tem no salário mínimo estipulado pelo governo federal uma referência apenas nominal. O maior grupo de trabalhadores, formado por calçadistas, tem piso salarial superior. Portanto, salário mínimo mesmo, de R$ 350, é pago basicamente apenas para trabalhadores domésticos e aposentados. Geni dos Santos Toniato está nessa lista. É empregada doméstica e seu salário, na verdade, complementa a renda da família, somando-se à do marido, que é pedreiro, e à da filha, que trabalha numa fábrica de calçados. Os patrões de Geni são,também, empregados da fábrica calçadista. Enquanto o casal deixa a casa sob seus cuidados para trabalhar, ela cuida para que tudo fique perfeito, inclusive a segurança do lar. Antes de ser contratada pelo casal, ela trabalhou em uma confecção em um bairro distante do seu. Pegava dois ônibus e levava uma hora de ida e outra de volta para completar o percurso. Exausta, Geni ainda chegava e partia para os afazeres do lar. No novo emprego, pertinho de onde mora, ela elenca vantangens que compensem o baixo salário. Tem tempo para cuidar das coisas da sua casa primeiro e ainda tomar conta da neta para a filha. “Fico tranqüila, pois sei que qualquer coisa estou do lado da minha casa e posso resolver sem atrapalhar no meu serviço. Este emprego caiu do céu”, brinca Geni.

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