Profissionais liberais se adaptam ao mercado em que estão inseridos


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O advogado Gustavo Diniz sente o mercado calçadista instável
O advogado Gustavo Diniz sente o mercado calçadista instável
Advogar está no sangue. Seu pai, Carlos Roberto Faleiros Diniz, era advogado e, com ele, aprendeu o ofício e tomou gosto. Hoje, Gustavo Saad Diniz é quem toca o escritório que foi passado pelo pai. Trabalha com causas de empresas locais, em sua maioria calçadistas. É ponderado quando fala de salário, mas pelo menos um de seus hábitos revela que seu nível salarial é bem acima da média. Só com livros para reciclagem e atualização profissional ele chega a gastar até mil reais num mês. O profissional liberal também anda na corda bamba da economia local e mundial. Quando o setor emprega, as empresas lucram, os salários aumentam, o comércio fica mais forte, a indústria ganha fôlego, a procura por serviços aumenta, as vendas também, enfim, a roda da economia local azeitada não pára. Lidando com o mercado todos os dias, Gustavo sente que nem tudo anda bem. Clientes têm procurado cada vez mais seus trabalhos para uma interferência com os credores, conselhos sobre como não deixar de operar, etc. “Nesta fase, temos que andar ao lado dos clientes para evitar o pior”, diz Gustavo. Enquanto isso, o advogado também espera a melhora do setor calçadista. Poderia mudar de ramo, atuar na área criminal, afinal, Franca é terreno fértil. “Mas, estou inserido num mercado que preponderantemente respira calçado. Nos adaptamos ao mercado em que estamos”, afirma.

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