Ser executivo de uma empresa de médio porte tem suas vantagens. O salário alto, por exemplo, é uma delas. Mas não foi isso, apenas, que motivou Maurílio Nunes a se aventurar em terreno onde poucos sobrevivem. Foi, justamente, o desafio. Contratado para adequar a empresa onde trabalha aos moldes da administração moderna e reestruturar uma indústria tipicamente familiar, como a maioria da cidade, ele aceitou a empreitada. Organizou o organograma da empresa, designou cortes, adequou os custos à realidade mundial, reduziu o desperdício e definiu metas de curto, médio e longo prazos. Para dar conta de tudo, na empresa é o primeiro a chegar e o último a sair. Ele não revela seu salário, mas executivos que têm atuação parecida não ganham menos de R$ 8 mil.
Na área de design da empresa ele ousou. Buscou exemplos de novos modelos no exterior, estudou tendências de moda, cores. Bastou para aumentar o folder da empresa das 2 linhas para as atuais 20 linhas de calçados para ser apresentado aos clientes do País e do Exterior. Saltou dos 400 pares/dia para 1.500. E, enquanto a crise bate à porta de muitos calçadistas, a empresa segue o curso normalmente. “Não é mágica, mas tivemos que aprender a tratar com o mercado de forma profissional e objetiva. Se vendíamos com o dólar a R$ 3, temos que vender com ele a R$ 2,10, porque quando o Real nasceu (em 1994), o sapato era vendido a menos de R$ 1. Não morremos, nos adequamos à realidade”, disse Maurílio.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.