Nesta segunda-feira, Dia Mundial do Trabalho, impossível não olhar para Franca e constatar que décadas depois de aberta a primeira fábrica de calçado, é esse segmento ainda que sustenta a economia da cidade. O setor, sozinho, gera cerca de 25 mil empregos diretos e outros milhares indiretos e dá suporte para várias outras atividades aqui desenvolvidas. Mas, em que pese sua base industrial e operária, a cidade tem um vasto mercado de trabalho e a evolução do últimos anos permitiu uma mudança de perfil e a formação de uma grande geração de prestadores de serviços, executivos e profissionais autônomos que congregam, junto aos sapateiros, uma população economicamente ativa que ultrapassa as 240 mil pessoas, de um universo de 323 mil habitantes.
Essa diversidade está retratada abaixo nas histórias de quatro profissionais que atuam na cidade. Por coincidência, todos têm suas vidas profissionais, de alguma forma, ligada à indústria calçadista, embora atuem em ramos diversos.
Ailton Diniz é, de fato, sapateiro. É o chamado “coringa”, nome que se dá àquele profissional que conhece todos os setores de uma fábrica. Maurílio Nunes é um executivo bem-sucedido. Bom vendedor, cresceu na profissão e seu tino para negócios o transformou em diretor-comercial de uma fábrica de calçados.
Augusto Diniz, advogado, escolheu defender causas empresariais. Em seu rol de clientes, empresas calçadistas são maioria. Geni Toniato é empregada doméstica e sua rotina nada teria a ver com fábrica de calçados, não fosse um detalhe: trabalha para um casal que atua na área calçadista.
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