Na Ásia, as sementes de pimenta são usadas no preparo de chás contra infecções urinárias. Nos laboratórios da Unifran, passaram a fazer parte de pesquisas em 1998. A cubebina é uma das substâncias extraídas dos condimentos e que, isolada e cristalizada (os pedacinhos parecem raspas de plástico transparente, bem finas), é usada na formação de derivados que saem em forma oleosa ou sólida.
Extrair a cubebina não é tarefa fácil. O procedimento costuma levar dois meses e do peso total, apenas 3% viram os cristais. “Se tivermos 500 quilos de sementes, conseguiremos cerca de 15 quilos de cubebina. São cristais muito preciosos”, disse o pesquisador Márcio Andrade.
Conseguir as sementes da pimenta asiática também leva tempo. O produto precisa ser importado da Índia e costuma demorar meses para chegar ao Brasil. A última remessa foi solicitada em dezembro passado e não chegou ainda. O quilo do produto custa US$ 20 dólares. O pesquisador pretende plantar meio quilo de sementes em um sítio na região de Franca para facilitar os estudos. “Dos próximos pacotes que comprei, vou reservar meio quilo para plantar. Acredito que o desenvolvimento será fácil, pois o clima aqui também é tropical. Cultivando a planta no Brasil, facilitaremos as próximas etapas dos estudos”.
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