PM bate recorde de prisões em Franca


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Dados internos da própria Polícia Militar comprovam que os bandidos nunca deram tanto trabalho na cidade quanto em 2006. Nos três primeiros meses do ano, policiais do 15º Batalhão, sediado em Franca, realizaram 448 prisões em flagrante. No mesmo período, a PM de Ribeirão Preto, cidade com quase o dobro de habitantes, prendeu 289 pessoas. Se por um lado os números mostram que os policiais estão superando as dificuldades enfrentadas para desempenhar suas funções, por outro revelam que a cidade está, de fato, infestada de criminosos. Além dos criminosos locais, boa parte deles tem migrado para Franca de outras cidades. O exemplo mais recente é o dos três assaltantes presos na semana passada, os quais confessaram cinco roubos na região, além do assassinato do caseiro Manuel Ferreira da Silva, ocorrido dia 17. Eles vieram de São Sebastião do Paraíso (MG) e estavam aterrorizando toda a região. Foram presos em flagrante pela PM no dia 20. Se para o comandante-geral da Polícia Militar no Estado, coronel Eliseu Eclair Teixeira Borges, o número de prisões seria suficiente para afirmar que a criminalidade está sob controle em Franca e que não falta policiamento, para os moradores da cidade a realidade é bem diferente. Apesar da atuação dos policiais, ela ainda se revela insuficiente para trazer sensação de segurança diante do crescimento da violência. “Perdemos o sossego e ninguém faz nada. A polícia quase não passa pelas ruas de nosso bairro. Somos obrigados a ficar trancados dentro de casa, enquanto os bandidos estão soltos”, lamentou o comerciante José Roberto Fernandes, 41, vizinho de Valdir José Barbosa, morto dentro de casa diante da mulher e do filho, quarta-feira, na Vila Santa Efigênia. A falta de um policiamento mais efetivo, principalmente nos bairros da periferia da cidade, onde acontece a maior parte dos crimes, é explicada pelo número insuficiente de policiais. Segundo critérios estipulados pelo próprio comando da Polícia Militar no Estado, o batalhão de Franca opera com uma defasagem de 150 policiais. A promessa é de que as vagas em aberto sejam preenchidas dentro de um ano. Mas o problema é maior do que a carência de efetivo. “Só homens não basta. Precisamos de mais viaturas e de renovar a frota já existente. As constantes falhas mecânicas dificultam nosso trabalho”, disse um soldado que pediu para não ter o nome divulgado.

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