“Alguns procedimentos utilizam violência inadmissível e colocam a pessoa sob extremo constrangimento é um absurdo, afetam a dignidade humana”. É o que pensa o vereador Gilson Pelizaro (PT), autor de proposta que proíbe o trote violento em escolas e universidades de Franca que será apreciada pela Casa nesta terça-feira. O projeto prevê penalidades para escolas que não cumprirem a legislação. “Pensando no aspecto preventivo, o texto prevê que, no momento da matrícula, a instituição de ensino é obrigada a comunicar ao aluno das proibições”, disse o vereador.
Pelizaro disse que pesquisou outras legislações municipais que tratam do assunto. “Uberlândia, por exemplo”. O petista não negou também que recentes casos de abuso foram os principais motivadores do projeto. “O caso do menino de Cristais é um deles”.
O menino a que Pelizaro se refere é o estudante Tiago Rosa, 21, morador de Cristais Paulista. Ele sofreu queimaduras na cabeça durante trote de colegas da Unifran (Universidade de Franca). Os alunos arremessaram permanganato de Potássio em Tiago. Um inquérito foi aberto pela Delegacia Seccional da cidade para investigar o caso. Na sexta-feira, durante depoimento ao delegado, o estudante anunciou sua decisão de retirar a queixa.
Mas, em caso de comprovação de lesão corporal grave, ainda assim, as investigações prosseguirão normalmente.
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