Poeira irrita moradores do ‘Cambuí’


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Poeira toma conta de rua no Jardim Cambuí que recebeu a visita do programa Fale Sem Medo na tarde de ontem
Poeira toma conta de rua no Jardim Cambuí que recebeu a visita do programa Fale Sem Medo na tarde de ontem
Entre o City Petrópolis e o Parque do Horto, na zona norte da cidade, o Jardim Cambuí recebeu ontem a Kombi do Programa Fale Sem Medo da rádio Difusora AM (1.030 kHz) para mais uma edição itinerante pelos bairros da cidade. Adesivada com o nome do apresentador Hélio Rodrigues, o símbolo da emissora, o jargão “Tá vivo?” e o e-mail para contato, o veículo estacionou na frente do Mini-Box Cristina, na Rua Delmar Figueiredo, e de lá transmitiu, ao vivo, as principais reivindicações dos moradores. Houve fila e pressa para falar aos microfones da emissora, tudo em razão do maior problema urbano do bairro: a poeira. Inimiga das donas de casas e em especial das crianças com dificuldades respiratórias, ela desagrada até mesmo aos motoristas de motos e veículos da região. O pespontador Sandro Alves da Silva, 35, não poupa críticas ao falar da falta do asfalto. “Moro há oito anos no local e estou cansado de promessas. A situação está insuportável”, disse. Basta um carro passar, em velocidade até abaixo do normal, para ver no ar o pó marrom e fino que irrita o nariz e os olhos de meninos e meninas, como a pequena Kananda Gabriela Silva Bernardes, 9. Vítima de uma doença conhecida como varicela, que ocorreu aos 2 anos, ela tem uma seqüela no olho esquerdo e não pode ficar exposta à poeira. “Há dias em que o olho dela está enorme e com muita secreção. Não tenho condições de comprar mais de um colírio e lubrificante por mês”, disse a mãe, Rosemeire da Silva, 30. Para o servidor público Artur Manoel Teodoro Filho, 35, a solução definitiva é o asfalto, mas por ele ser dado como inviável pela administração municipal, outras sugestões são o envio de caminhões pipas ou a colocação de pedra brita e cascalhos nas ruas do bairro para amenizar os transtornos. “Sempre há crianças com crises de asma ou bronquite e os pais precisam correr com elas para fazer inalação”, lembrou. Segundo Relton José Cruz, 52, que está envolvido com a associação de moradores do bairro, o incômodo com a poeira ficou maior depois que uma máquina passou pelas principais ruas para tapar os buracos. “Essa era uma exigência da empresa São José para que os ônibus pudessem circular pelo bairro”. A partir de 2 de maio, o Cambuí recebe sua primeira linha de circular (veja matéria ao lado).

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