Em meio ao clima de apreensão ocasionado pelas ameaças de explosão, feitas pelo PCC à Polícia Civil de Franca, uma operação com cem policiais, de sete cidades da região, fez um “arrastão” durante duas horas na região Leste da cidade, ontem pela manhã. O resultado foi a prisão em flagrante de quatro pessoas por tráfico, porte ilegal de arma e munição, além da apreensão de eletrodomésticos com suspeita de serem furtados, rádiocomunicadores, armas e munições. A de maior calibre é utilizada em metralhadoras e pode ser usada até para abater aeronaves. A movimentação de dezenas de policiais logo nas primeiras horas da manhã - operação começou às 5 horas - agitou a região do Paulistano, mas transcorreu sem maiores problemas. A Policia Civil disse que foi necessário o grande número de policiais para que fosse possível a atuação simultânea 31 residências, para cujos moradores havia mandados de busca e apreensão. Todos os mandados foram cumpridos.
“O alvo atual da criminalidade da cidade está naquela região”, disse o delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Wanir da Silveira Júnior, que comandou o trabalho em conjunto com o seccional Maury Segui. Um dos pontos mais críticos, de acordo com o levantamento da PC, estava na Rua Professor Geraldo Malta, no Jardim Paulistano II. A polícia disse que na mata existente no final do último quarteirão da rua, é um ponto de tráfico de drogas.
O esquema já estava consolidado no local. Um “olheiro”, como é conhecido o vigia no crime, ficava de prontidão em uma casa e mantinha os outros comparsas informados a respeito de eventuais movimentações. A droga era escondida na mata. Havia um sofá no local e era nesse lugar que usuários e traficantes faziam as negociações. No momento do arrastão, não foram encontradas drogas, mas embaixo do sofá havia um ‘revólver calibre 22 municiado. Nas proximidades, a polícia localizou na casa de um sapateiro de 22 anos, cerca de 400 gramas de cocaína e de crack.
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