Um dos torcedores mais apaixonados da Francana morreu na madrugada de ontem na Santa Casa de Franca. Sílvio Balbino Garcia, 41, ou apenas “Babalu”, que trabalhava como lavador de carro, teve insuficiência respiratória em decorrência de um enfisema pulmonar e morreu durante a madrugada. Desde o começo do mês, ele esteve internado duas vezes. “Babalu” era conhecido das arquibancadas e pelos dirigentes e funcionários do clube alviverde. Na década de 90 foi o fundador da torcida organizada mais atuante da equipe, a “Dragões da Veterana”, também conhecida como “Bruxa Verde”. Também se manteve anos como seu presidente.
Familiares revelaram que a paixão pela Veterana foi uma das heranças passadas a Babalu por Guilherme Balbino Garcia. “Papai sempre me levava e meu irmão ia junto para assistir a Francana”, disse a irmã do torcedor, Sônia Garcia da Silva, 50, ontem à noite.
O fervor com que torcia para o time no estádio o fez conhecido. Seu amor o fazia viajar com o time para onde quer que fosse. Em casa guardava material usada pela torcida nos jogos como tambores e pacotes de papel higiênico. Desentendimentos com a mulher, mãe de suas três filhas, eram comuns mas nunca o impediram de acompanhar a equipe.
“A Francana foi minha rival. Minha casa era o ponto de partida da torcida para ir ao estádio”, lembrou a ex-mulher Maria Luzia Vieira, 37. A filha mais velha, Kamila Garcia Robin, 19, chorou ao recordar as histórias do pai. “Ele queria levar eu e minhas irmãs para o estádio, mas minha mãe não deixava com medo da gente se envolver em brigas”. Nos últimos 12 meses, separado de Maria, ele vivia em um imóvel na Avenida Brasil, do amigo Wilson Joel de Oliveira, 37. “Desde que entendo por gente conheço o ‘Babalu’”.
As homenagens, durante o velório realizado em uma sala do São Vicene de Paula, foram muitas feitas. Amigos e jogadores da Francana fizeram questão de se despedirem de Babalu. O meia-esquerda Deivid Richard da Silva, que jogou na Veterana em 2002/03 e disputou o último Paulista da A-2 pelo Rio Claro, deixou uma camisa autografada em cima do caixão. O enterro acontecerá hoje, às 13 horas, no cemitério Santo Agostinho.
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