Comoção marca enterro do comerciante assassinado


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O comerciante Valdir José da Silva que morreu com um tiro no peito: sepultamento foi ontem
O comerciante Valdir José da Silva que morreu com um tiro no peito: sepultamento foi ontem
Dezenas de pessoas, entre familiares e amigos, compareceram ao Cemitério da Saudade, no Centro, para o enterro do comerciante Valdir José da Silva, 45, morto ontem na Vila Santa Efigênia, após reagir e tentar defender a família de uma tentativa de assalto. O cortejo chegou com mais de uma hora de atraso em relação ao horário previsto para o enterro, às 16 horas. Uma breve cerimônia no local encerrou as homenagens a Silva. No bairro onde o comerciante mantinha um varejão há mais de duas décadas, o sentimento era de indignação. Vizinhos da família de Valdir falaram da incredulidade que tomou conta da Vila Santa Efigênia, onde ele era muito conhecido. Norival Lucas Cintra, 59, aposentado, mora próximo à casa onde o comerciante foi assassinado. Segundo ele, Valdir já vinha comentando que tinha receio de estender o funcionamento de seu estabelecimento porque não se sentia seguro. Há pouco mais de dois meses, ele teria sido acordado na madrugada por alguém que estaria usando o nome de um familiar. Ao olhar pelo portão, notou que eram três homens desconhecidos. “Depois disso ele ficou preocupado”,’ disseram Cintra e outro vizinho. “Agora acontece isso com uma pessoa incapaz de fazer mal a alguém”. Sem alarde, vizinhos dizem que o medo e a insegurança vêm aumentando na Santa Efigênia nos últimos anos. “Não é uma questão de pânico, mas nos sentimos inseguros, porque não há policiamento, não há iluminação”, disse um morador. Não é difícil constatar o que foi dito. Nas esquinas das ruas Humberto Cecchi e Isilda Paulino Ambrósio, onde o comerciante morava com a família, a iluminação pública é fraca e ineficaz, o que, de acordo com populares, facilitou a ação dos dois homens que mataram Valdir da Silva em seu quarto. “Não temos nenhuma segurança aqui; basta olhar para o lado para ver isso”, disse a vendedora Roseli Aparecida Ferreira, 40. Valdir da Silva era seu vizinho. No momento da invasão da casa e da morte do comerciante, ela estava em sua residência. Ontem, lamentou não ter escutado a vizinha clamar por socorro nem os dois tiros disparados, um deles matando Valdir. “Se eu tivesse escutado, quem sabe não poderia ter evitado o que aconteceu?”, perguntou a si mesma.

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