Os oito funcionários do Dinfra (Distritos Industriais de Franca) que restavam tiveram seus últimos vencimentos pagos ontem. A medida foi um dos primeiros passos para agilizar a liquidação efetiva da empresa. Pouco mais de R$ 120 mil foram necessários para saldar a dívida com os colaboradores e zerar o quadro de pessoal. Recursos que seriam destinados a saldar débitos do Dinfra com seu ex-interventor, João Furlan, foram retidos por “cautela”.
Cerca de R$ 25 mil cobririam débitos da empresa com Furlan. “Eu não pretendo fazer o pagamento antes de se resolver as pendências que foram criadas no Ministério Público. É mais uma questão cautelar”, disse Sebastião Ananias, secretário de Finanças da prefeitura e futuro interventor do Dinfra fazendo referência à supostas irregularidades cometidas por Furlan à frente da empresa e que são alvos de uma ação de improbidade administrativa impetrada pelo MP. Ananias assume o controle da empresa formalmente apenas na próxima quinta-feira, dia 4, quando uma assembléia dos acionistas oficializará seu comando.
A quitação dos débitos com os funcionários do Dinfra foi o primeiro passo para a real liquidação da empresa. Resta ainda saldar as inúmeras dívidas acumuladas que são avaliadas em cerca de R$ 3,6 milhões. Para isso, renegociações com credores prioritários, como o INSS, a Receita Federal e a Caixa Econômica Federal, serão realizadas para a quitação das pendências. Além desses débitos, ainda terão que ser renegociadas outras dívidas com empresas prestadoras de serviço, no valor de aproximadamente R$ 1,5 milhão. A quitação de todas elas dependerá da Câmara Municipal, pois será necessário um remanejamento de verbas dentro do Orçamento da prefeitura em 2006. Somente depois de todos esses procedimentos, a liquidação efetiva do Dinfra poderá ocorrer, com a extinção da condição de sociedade anônima, a absorção de todas as ações do Dinfra pelo município e a incorporação do patrimônio da empresa.
Todo esse processo de liquidação deve perdurar por mais alguns meses. O futuro liquidante do Dinfra, como prefere ser tratado Sebastião Ananias, prefere não dar números exatos ao tempo necessário. “Como eu não sei o que vou encontrar lá, não dá pra dizer”’.
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