O prefeito de Batatais, José Luis Romagnolli (PTB), determinou a todos os secretários que reduzam os gastos a partir de agora. Romagnolli pretende economizar R$ 300 mil por mês. A medida foi tomada depois que a administração foi obrigada pela Justiça a pagar mais de R$ 14 milhões para os proprietários do palacete onde funcionava a Casa da Cultura. A dívida é relativa aos anos em que o prédio foi usado pelas administrações anteriores sem o pagamento de aluguel.
A família tentou vender o prédio para a prefeitura que recusou. Revoltados, os herdeiros entraram na Justiça para receber os aluguéis atrasados e conseguiram.
A situação financeira da prefeitura de Batatais pode ficar crítica. “Estamos temerosos. Se viesse hoje, imediatamente, o seqüestro de mais uma parcela da dívida, teríamos sérias dificuldades. Para o seqüestro de uma parcela nós já estávamos preparados, mas se houver outro, será uma situação de momento”, disse o secretário municipal de Finanças, Manoel Henrique Raimundini.
A economia proposta pelo prefeito inclui a determinação de cotas para as secretarias municipais e a redução de horas extras do funcionalismo. De acordo com o secretário de Finanças foram poupados apenas os programas e projetos referentes à Saúde, Educação e Assistência Social. “Os cortes são uma forma de tentar se programar para um possível novo seqüestro”.
As negociações para os pagamentos variam de uma a 120 parcelas. “Pagamos em torno de R$ 1,5 milhão referente a precatórios, anualmente”. Esse valor inclui o pagamento de apenas uma parcela da Casa da Cultura por ano. “Se houver um segundo seqüestro ainda em 2006, o valor pago em precatórios no final do ano passará de R$ 2 milhões”, disse o secretário que completou: “Hoje estamos preparados para pagar até R$ 1,5 milhão por ano. Se houver outro, sai de nosso planejamento financeiro. A prefeitura não está preparada para isso”.
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