Comerciante tenta defender família em assalto. Acaba morto com tiro no peito


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populares observam a retirada do caixão com o corpo do comerciante Valdir José da Silva. Baleado por ladrões dentro de casa
populares observam a retirada do caixão com o corpo do comerciante Valdir José da Silva. Baleado por ladrões dentro de casa
A violência brutal que toma conta da cidade explodiu de vez na noite de ontem. O comerciante Valdir José da Silva, 45, foi assassinado dentro de sua casa durante ocorrência de latrocínio (roubo seguido de morte). A vítima foi morta na frente da mulher e do filho de apenas 10 anos. O crime aconteceu às 20 horas na Vila Santa Efigênia, zona oeste de Franca, e a polícia ainda não tem pistas dos autores. Proprietário de um varejão que leva o nome do bairro, na Rua Humberto Cecchi, Valdir havia acabado de fechar o estabelecimento onde trabalhara o dia todo e que funciona anexo à sua residência. Ele, a mulher Roseli e o filho estavam na sala, quando dois homens armados invadiram a casa. “Mãos na cabeça. É um assalto. Ninguém se mexe”, ordenaram. Os criminosos levaram a mulher e o garoto para o banheiro e tentaram amarrá-los. “Nessa hora, meu pai partiu para cima deles”, disse o menino à reportagem. Uma luta corporal começou no quarto do casal e Valdir tentou desarmar os ladrões. Dois disparos foram efetuados. Um dos tiros acertou o guarda-roupas. O outro foi fatal. “A bala acertou o coração da vítima e quase saiu por suas costas”, disse o investigador Sandro, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Valdir morreu de bruços em sua própria cama. Policiais encontraram marcas de mordidas no braço direito e nas costas da vítima, evidenciando que ele lutou com os assassinos. O dedo mínimo quebrado e a mão direita com sinais de queimadura indicam uma tentativa de se defender do tiro ou de arrancar o revólver dos ladrões. Após dispararem contra a vítima, os criminosos deixaram rapidamente a casa e fugiram, supostamente em uma moto. A polícia e os bombeiros foram acionados pela mulher de Valdir. O socorro chegou rápido, mas não havia mais nada para ser feito. Na cena do crime, era possível avistar várias notas de real espalhadas pelo chão. Os familiares da vítima não souberam dizer se os assaltantes levaram algum dinheiro ou objeto de valor. Policiais fizeram várias diligências pelas proximidades e chegaram a deter um suspeito. Ele passou várias horas no Plantão Policial, mas não foi reconhecido pelas vítimas. Por precaução, foi submetido ao exame residuográfico para constatar se disparou arma de fogo. O resultado ainda não ficou pronto.

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