PROCURA-SE UM VICE


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A novela da candidatura tucana ao Planalto parece mesmo uma rosca sem fim. Primeiro foi a disputa interna no partido pelo nome a presidente. Agora a celeuma está por conta do candidato a vice. Aparentando um inexplicável amadorismo político, os partidos de oposição se acotovelam no estreito beco do “vai você primeiro”. Há quem aposte que o nome seja mesmo do Nordeste. Alguém com nome de José. Mas, o que o vice é capaz de agregar a uma candidatura à Presidência da República? Muito ou nada. Por exemplo: quem votou em Geraldo Alckmin para governador, foi influenciado pelo nome do vice? Mas e quando o presidente Collor foi eleito, que peso teve seu vice? E o candidato Lula? Quem votou em Lula? Quem votou em José Alencar? A visão simplista aqui colocada quer perguntar: será que a noiva não entra na igreja só porque a dama de honra não sabe se quer ou não participar do casamento? O que se sabe é que o noivo está à espera. Uma eleição como esta, à Presidência da República, precisa de ousadia por parte dos candidatos. Os que não querem a reeleição de Lula precisam, para vencer, ter a coragem de ousar. Mas principalmente de agir. De executar. De decidir. A novela mexicana da candidatura tucana pode cansar os telespectadores, que podem trocar de canal. Alexandre Leonel é farmacêutico e membro do Conselho de Leitores do Comércio da Franca

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