Promover cursos e palestras, contar histórias para crianças em creches e orfanatos, arrecadar livros e revistas usados para doá-los a entidades, organizar passeios com crianças carentes, visitar doentes, criar e treinar equipes esportivas ou ainda ajudar alunos com dificuldade de aprendizado nas tarefas escolares. As atividades são inúmeras e, ciente da necessidade de um número maior de jovens nesse tipo de trabalho social, o CMJ (Conselho Municipal da Juventude) de Franca realiza amanhã, na Concha Acústica da Praça Nossa Senhora da Conceição, o Dia Global do Voluntariado Jovem.
A ação começará a partir das 17 horas, com muita música, capoeira, dança e apresentações culturais. O objetivo, segundo os organizadores, é despertar a cidadania nos jovens. “Queremos mobilizar e conscientizar o jovem sobre a importância do voluntariado e facilitar o contato deles com os projetos”, disse Marcos de Lucca Fonseca, 22, presidente do Conselho.
Segundo ele, o trabalho voluntário é uma via de mão dupla em que qualquer um pode atuar. “É algo que vem de dentro da gente e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha e a comunidade”, afirmou.
Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntar os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela um clube de serviços, uma igreja, uma entidade beneficente ou uma empresa. “Sempre quis ser voluntária, mas tenho dificuldade para encontrar um projeto no qual posso ser útil”, disse Andressa Lanza Finatti Retuci, 23, professora de português. Ela aguarda por uma oportunidade para ser voluntária há cerca de seis meses.
Para atrair jovens como Andressa, que desejam ser voluntários mas não sabem como começar, o Dia Global do Voluntariado Jovem reunirá ONGs (Organizações Não-Governamentais), grupos de jovens ligados à Pastoral da Juventude da Igreja Católica, comitês estudantis, escolas, associações de bairros, entre outros movimentos e terá palestras sobre o tema. Entre os convidados, o CMJ espera contar com a participação do sociólogo Ricardo Antunes, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), que estará na cidade para o lançamento de um livro. “A idéia é trazer o jovem para a praça e mostrar os projetos sociais desenvolvidos na cidade e como ele pode contribuir”, adiantou Fonseca. São esperados para o encontro cerca de 6 mil pessoas.
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