Menor assassino zomba da violência e diz que se diverte com o terror das vítimas


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Em pose ousada, menor revela sua relação com o crime: ousadia e desafio à lei e à autoridade
Em pose ousada, menor revela sua relação com o crime: ousadia e desafio à lei e à autoridade
Um menor de 17 anos foi preso na última quinta-feira (20) acusado de ter participado de um assalto a um sítio na cidade de Ibiraci (MG), de onde foram levados um porco e uma espingarda e, de quebra, o proprietário sofreu tortura com golpes de picareta. Junto com outros dois comparsas presos e outro que está foragido, mas já identificado pela Polícia, ele também é acusado de ter assassinado o caseiro Manuel Ferreira da Silva, na noite do último dia 17, em Itirapuã. Ao confessarem o crime, os bandidos revelaram que a mulher da vítima, a aposentada Maria Áurea Melo, teria pago R$ 3 mil para dar fim à vida do marido. Ontem, na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), o menor, apesar da pouca idade, falou sobre o mundo do crime como um veterano. Com um prazer que mistura sadismo e sarcasmo, detalhou a forma como agia, humilhando e, quando podia, matando suas vítimas, sempre sob efeito de drogas, geralmente maconha. A entrevista é estarrecedora na medida em que revela um jovem que vê no crime, na violência, no ataque as vítimas uma fonte de prazer, de poder, e se orgulha disso. Com arma em punho, o menor partia para cima do alvo e era bem claro: se houvesse reação, atirava para matar. Tanta crueldade foi revelada ao repórter Daniel Rodrigues e a gravação foi ao ar, ontem, no programa Hora do Cacete, da rádio Difusora AM (1.030 kHz). Confira a íntegra da entrevista: Comércio da Franca - Como vocês agiram no momento do crime? Bandido - “Nóis chegava” lá na cena, metia o pé na porta e saía anunciando o assalto e enquadrando todo mundo. Comércio - De que jeito? Bandido - “Pro chão” aí, vai, vai, vai... É um assalto e ninguém está de brincadeira. Senão vai levar fogo, vai, vai, vai... Vai morrer, vai, vai, vai... Tampando a cabeça... Aí eles tampavam a cabeça e eu falava: “E com a mão nas costas...” Aí já amarrava a mão da vítima... Comércio - Você amarrava com o quê? Bandido - Com um pedaço de pano. Eu rasgava os panos... Dava um tapas na orelha dele e perguntava: “Cadê o dinheiro, Cadê o dinheiro?”. Comércio - Você gostava de bater na cara das vítimas? Bandido - Gostava. ‘dorava’. E de dar tiros para todos os lados: pá, pá, pá... (imitando barulho de tiro de bala). Comércio - E você gostava de dar quantos tiros num assalto, por exemplo, em Itirapuã? Bandido - Dei só um tiro, que foi mortal. E cheguei daquele jeito: “Abre a porta, abre a porta, abre a porta... Aí ele falava: “Não, pelo amor de Deus, que vocês querem?”. Comércio - Com quem você aprendeu a fazer isso? Bandido - Ficava vendo na televisão. Comércio - O que você sentia quando dava um tiro? Bandido - Nossa, que alegria... Comércio - Você gostava de ver as pessoas deitadas e desesperadas... Bandido - Nossa! Me sentia o chefão. Se não me obedecesse, eu atirava para matar. Sem dó. Comércio - Em todos os assaltos dos quais você participou, você estava sob efeito de maconha? Bandido - É, eu estava sim. Comércio - De cara limpa você não teria coragem de fazer o que fez com suas vítimas? Bandido - Não sei, não posso falar nada... Mas eu “tava” era muito doido com a maconha...

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