Estado luta para reaver status de zona livre da febre aftosa


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A descoberta de febre aftosa em Eldorado, no Mato Grosso do Sul, e em São Sebastião da Amoreira, Paraná, no ano passado, pôs em xeque a qualidade de toda a carne do circuito Centro-Oeste de pecuária. Mesmo sem registrar qualquer suspeita de incidência da doença, o Estado de São Paulo foi inserido entre as regiões em suspeição e, por isso, perdeu o status de região livre de aftosa com vacinação, o qual mantinha desde 1999. Ou seja, a partir de agora, o Estado terá que reiniciar a contagem de tempo em que não registra a doença e, ainda, provar aos países que embargaram a carne paulista que o rebanho está “limpo”. De acordo com Antônio Victor, diretor do EDA, a Secretaria da Agricultura já providenciou uma ação que começará no próximo mês para refazer a sorologia (exames de sangue) com amostras de todo o rebanho de São Paulo. “Serão enviadas para análise 3 mil amostras, com as quais esperamos convencer a comunidade européia de que não estamos contaminados”, disse. Nos últimos sete anos, nenhum caso de febre aftosa foi registrado em São Paulo. O Estado já caminhava para receber status de zona livre de aftosa sem vacinação, assim como acontece em Santa Catarina. “Manter a sanidade animal é possível, pois já fazíamos isso. A luta é convencer os países para os quais exportamos disso”. Na segunda etapa da campanha de vacinação contra febre aftosa, ano passado, a região de Franca fechou com um número considerado positivo. De acordo com o Escritório de Defesa Agropecuária Regional Franca (EDA), no município foi imunizado 99,62% do rebanho. Os melhores resultados foram registrados nos municípios de Altinópolis, Batatais, Itirapuã, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina e Santo Antônio da Alegria, onde o índice foi de 100%. O pior resultado foi constatado em Jeriquara, com 97,86% dos animais imunizados. Os municípios de Cristais Paulista, Patrocínio Paulista, Pedregulho e São José da Bela Vista registram média de 99% dos animais que receberam a dose da vacina.

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