A direção da cadeia do Jardim Guanabara conseguiu aliviar um pouco, ontem, a situação de superlotação do presídio. Numa operação mantida sob sigilo, 14 presos condenados foram transferidos para a penitenciária de Ribeirão Preto. Pegaram o “bonde” detentos considerados agitadores e de mau comportamento. Até o fim desta semana, outros 15 presos também serão levados para outros presídios no interior do Estado. A medida está longe de resolver o problema, mas foi bem recebida. “Toda a transferência nos traz um pouco de alívio.
Seria fundamental se pudéssemos transferir um número maior de detentos, mas as vagas disponíveis são poucas”, disse o delegado Alan Bazalha Lopes, diretor do presídio.
Com capacidade aceitável para 218 presos, o cadeião do Guanabara fechou a tarde de ontem com 452. As autoridades locais esperam amenizar a situação nos próximos dias com a transferência de 60 detentos de Batatais, os quais estão recolhidos em Franca. “O pedido de desinterdição da cadeia de Batatais já está na Corregedoria do Tribunal de Justiça. Acredito que em breve será atendido”, disse o promotor da Vara de Execuções Criminais, Joaquim Francisco de Rezende Neto.
Em fevereiro, o promotor pediu a interdição parcial da cadeia do Jardim Guanabara em razão da superlotação e da falta de condições. O pedido foi negado em Franca, mas ele recorreu. “No momento, não há muito o que se fazer, pois o fundamento da solicitação ainda será analisado em grau de recurso no Tribunal de Justiça”.
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