A greve da Anvisa prejudica outras 360 pessoas em Franca. São pacientes do Hospital do Coração que aguardam cirurgia para extração de cálculos renais. Um aparelho de litotripsia, fabricado pela Siemens, na Alemanha, foi comprado pelo Ministério da Saúde por R$ 1,3 milhão, mas está parado no aeroporto de Hamburgo naquele país. O transporte só poderá acontecer após a emissão de uma licença pela Anvisa.
Edson Margarido disse que a máquina resolveria o problema de centenas de pacientes de Franca e região. “A capacidade do aparelho é de até 12 atendimentos ao dia com uma tecnologia de última geração. Por meio do laser, o tratamento dispensa anestesia e cirurgia. A pessoa é poupada de muitas dores e já sai do hospital no mesmo dia”, disse o médico, que ainda apontou a diminuição da extensa fila de cirurgias eletivas como outro benefício a ser trazido pelo aparelho.
A máquina de litotripsia também combate a artrose, doença que atinge os ossos, causa fortes dores e é de difícil tratamento. “O laser elimina toda a área atingida. O paciente passa a ter outro padrão de qualidade de vida”, disse Margarido. “Agora, é torcer para que essa greve acabe e o equipamento chegue o quanto antes”, completou.
Os funcionários da Anvisa, porém, não sinalizam a intenção de terminar a paralisação, que começou em 21 de fevereiro e tem como objetivo o reajuste salarial. Mais de 60% dos 1.400 funcionários cruzaram os braços. O órgão age em portos, aeroportos e fronteiras e fiscaliza todo medicamento e matéria-prima que entram no País.
Amparado pela Lei de Greve (7.783/89), o governo federal pode autorizar a entrada dos produtos sem autorização da Anvisa por decreto, mas ainda não houve manifestação oficial a respeito.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.