Em meio a suspense, projeto do CDP deve voltar à Câmara hoje


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Vista aérea do local onde se pretende instalar o CDP. Leis ambientais da cidade adiam início das obras. Sidnei quer alterar a legislação para viabilizar a construção do presídio
Vista aérea do local onde se pretende instalar o CDP. Leis ambientais da cidade adiam início das obras. Sidnei quer alterar a legislação para viabilizar a construção do presídio
Tudo indica que a Câmara Municipal de Franca dedicará horas da sessão de hoje a um assunto já muito polemizado na Casa: a instalação do CDP (Centro de Detenção Provisória) na cidade. O prefeito Sidnei Rocha (PSDB) faz suspense e não autoriza ninguém a falar oficialmente. Mas, nos bastidores a movimentação é intensa. O chefe do gabinete, José Paschoal Ribeiro, arquitetou, na manhã de ontem, entre os vereadores da base aliada, o envio de um projeto de alteração nas leis ambientais do município em regime de urgência. Até as 18 horas de ontem, a proposta não havia dado entrada na Câmara. Na noite de ontem, estava agendada uma reunião da cúpula do governo tucano para decidir pelo envio ou não da nova proposta à Câmara. Uma fonte de dentro da administração municipal adiantou ao Comércio, em entrevista gravada, que o prefeito tem duas opções de escolha para modificar a lei de proteção ambiental da cidade e atender à exigência do secretário Estadual de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, que, sem a alteração da lei municipal, não pretende liberar nem um centavo dos R$ 18 milhões da obra. “A essência dos dois projetos se refere a modificações na legislação de proteção dos mananciais e do tombamento da área pelo Condephat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico) de Franca”. O Comércio tentou confirmar o envio do projeto durante toda a segunda-feira. O assessor de Comunicação da prefeitura, Marcelo Facuri, de maneira ríspida, limitou-se a dizer que não poderia falar sobre o assunto. Sidnei Rocha e seu chefe de gabinete foram procurados durante todo o dia e não atenderam aos telefonemas. Nem no paço municipal, nem em seus celulares. Enquanto a lei do silêncio imperava, por baixo dos panos as estratégias se acertavam. Paschoal fez muitos contatos telefônicos na manhã de ontem e comunicou a vereadores da base aliada que protocolaria na Câmara um projeto de alteração da área do CDP. Até as 18 horas, o projeto não foi entregue. A ausência do protocolo ontem não impede os vereadores de apreciar a matéria hoje. Caso o projeto chegue à Câmara antes do fim da sessão e dez assinaturas dos parlamentares, imprescindíveis para a aprovação do regime de urgência da matéria, sejam conseguidas, o CDP voltará a ser assunto na Casa de Leis de Franca.

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