Após erros, injustiçados tentam retomar suas vidas


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Depois de conseguir sair da cadeia, uma nova missão: limpar o passado. A advogada Raquel Andrucioli, que defende Luciano, trabalha para reformar a sentença aplicada pela Justiça e cancelar as ações distribuídas contra seu cliente. “Agora, é preciso limpar a ficha de Luciano”, resumiu ela. Além do estupro, o serralheiro também era acusado de atentado violento ao pudor e roubo, crimes praticados pelo verdadeiro maníaco. A advogada está anexando em um documento todas as provas e a nova decisão da Justiça de São Joaquim da Barra para ingressar com o pedido de correção da sentença junto ao TJ (Tribunal de Justiça), em São Paulo. “Espero que a situação de Luciano seja reparada o mais breve possível. Ele já sofreu muito”. O próximo passo será mover uma ação de reparação de danos contra o Estado. O valor de a indenização a ser pedida ainda não foi definido, mas a advogada fala em uma quantia entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões.“A família sofreu muitos danos morais e materiais por causa de um erro do Judiciário. O Estado terá que reparar os prejuízos”, finalizou a advogada. o nome de volta André ficou à disposição da Justiça, preso na delegacia de Jardinópolis, um ano e quatro meses. Agora, também aguarda ter seu nome “de volta”, sua identidade limpa e uma vida normal novamente. Sua ficha criminal “zerada” é uma questão de tempo. Sua defesa já trabalha no caso. O advogado de André, José Eurípedes Jépy Pereira, já ingressou na Justiça para pedir uma indenização ao Estado pelo erro. Também requer na Justiça a correção da sentença para “limpar” seu nome. Para receber a indenização de R$ 1,7 milhão, a defesa espera lutar por anos. Para limpar o nome também.

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