Reconhecimento levou à prisão imediata


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Luciano da Silva mora com os pais e dois irmãos em uma casa simples do Jardim Paineiras, bairro popular situado na zona norte de Franca. Na garagem da residência, fabricam estruturas metálicas, as quais são vendidas e instaladas em toda a região. No dia 5 de julho de 2004, Luciano, o pai, o irmão e um amigo foram prestar serviço em uma metalúrgica de São Joaquim da Barra. Quando terminaram, foram tomar um lanche. Ele não imaginava, mas durante o trajeto cruzou com uma garota que havia sido estuprada 15 dias antes. A vítima o reconheceu como o maníaco e chamou a polícia. Luciano foi preso. Não havia provas contra ele. Apenas o reconhecimento por parte da vítima, mas no ano passado foi julgado e condenado pela juíza Maria Clara Schimidt Freitas. Amigos e familiares do serralheiro iniciaram uma batalha para provar sua inocência e tirá-lo da cadeia. O desafio coube à advogada Raquel Andrucioli. O delegado José Bernardino Alecrim, responsável pelo 1º DP de São Joaquim, acreditava na inocência de Luciano e reabriu investigações sobre o caso. No fim de março, descobriu que o verdadeiro estuprador era um adolescente que tinha 17 anos na época do crime. Ele e Luciano foram fotografados e as imagens mostradas para cinco vítimas de estupros ocorridos naquela cidade, inclusive a que havia culpado o serralheiro. Todas reconheceram o outro rapaz como o autor do crime. A juíza Maria Clara decidiu pela liberdade provisória de Luciano. Como não foi preso em flagrante, o verdadeiro acusado está solto. No último dia 11, os desembargadores Tribunal de Justiça decidiram absolver Luciano da acusação por serem as provas insuficientes. A investigação que o havia incriminado foi conduzida pela DDM de São Joaquim da Barra. A delegada-responsável, Soraia Pinhone Ravagnani, não atendeu as ligações da reportagem nem retornou os recados.

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