Motorista acusado de agredir criança


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O despachante Altamiro César Mamede acusa um motorista da prefeitura de agredir uma criança de apenas 6 anos na Casa do Aconchego. Na manhã de quinta-feira, Mamede ia para o trabalho de moto e, ao passar diante da Casa, sem querer, presenciou uma cena que o fez parar estarrecido. Uma criança sendo agredida por um senhor, que o despachante deduziu ser o motorista do carro da prefeitura, de onde saíam os dois e mais um menino. Ele viu quando o homem pegou um deles, de apenas 6 anos, e, segurando o garoto pela camisa, o sacudiu e o jogou no chão. O menino reagiu jogando pequenas pedras contra o carro, o que provocou nova reação do motorista. Ele voltou a agarrar a criança pelas costas, o sacudiu e o puxou para o interior da Casa do Aconchego. “A cena que eu vi foi tão forte que considerei como espancamento. Na delegacia achamos melhor registrar como maus tratos, mas o que ele fez está errado e é grave”, disse o despachante na tarde de sábado à reportagem. Depois de assistir a tudo ele seguiu seu caminho para o trabalho, mas não agüentou. Pouco depois estava na porta da instituição tocando a campainha para reclamar. Como não foi atendido, procurou o Abrigo Municipal, onde conseguiu o número do celular de Luciana Couto Rosa, guardiã da Casa do Aconchego. Por telefone ela disse que não poderia ir até o local e que tinha uma reunião na prefeitura. Segundo Altamiro, Luciana mudou de idéia quando ele disse que chamaria a polícia e a imprensa. Quinze minutos depois estava lá junto com a Polícia Militar e a conselheira tutelar Ely Vitoriano Gomes. Após alguma discussão, o grupo seguiu para a Delegacia de Defesa da Mulher, onde foi registrado o boletim de ocorrência de maus tratos. Segundo a secretária de Desenvolvimento Humano e Ação Social, Maria Ignez Archetti, o motorista é um homem amoroso, uma figura paterna para as crianças. E é exatamente a esse senhor, modelo de bom comportamento, que estaria ali para ajudar proteger aquelas crianças já emocionalmente fragilizadas, que o garoto fez ainda mais uma acusação. Na delegacia disse que o motorista teria batido com uma blusa em suas pernas e o empurrado. No entanto, segundo a conselheira tutelar, não havia marcas da agressão no corpo do menino que provassem sua versão. O garoto continua na Casa do Aconchego junto com outras crianças vitimizadas que são encaminhadas para lá pelo Conselho Tutelar ou pelo Juizado da Criança e do Adolescente. O motorista também. Colaborou Leandro Ferreira

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