Presos simulam doença para tentar nova fuga do Guanabara


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Os presos da cadeia do Jardim Guanabara dão sucessivas mostras de que pretendem fugir a qualquer custo. Depois da tentativa frustrada da última quinta-feira, voltaram a dar problemas durante o feriado de 21 de abril. Mais uma vez foi preciso reforço policial para serenar os ânimos. Faltavam alguns minutos para as 21 horas, quando presos começaram a agitar a cadeia. Alegavam que um detento estava passando mal e precisava de atendimento médico. Os carcereiros de plantão se recusaram a atender ao pedido, pois perceberam estar diante de uma cilada. “A cadeia está muito perigosa e não podemos arriscar. Acho que a intenção dos presos era fazer um ‘cavalo doido’ (arrastão) em cima de nós para tentar fugir. Alguns cadeados das celas estavam estourados”, contou um carcereiro que pediu anonimato. Com a confusão instalada no presídio, a Tropa de Choque da Polícia Militar e integrantes do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil, foram chamados para garantir a segurança. O corre-corre de viaturas voltou a assustar moradores e pessoas que passavam nas proximidades da cadeia. BARRIL DE PÓLVORA Por volta de 20h30 de quinta-feira, cerca de cem presos estiveram bem perto de concluir uma fuga em massa. Após romperem, sem dificuldades, os cadeados de 12 celas, chegaram ao pátio armados apenas com uma pistola feita de sabão. Eles chegaram a tomar um carcereiro como refém por alguns instantes, mas outros policiais deram tiros de advertência e os amotinados desistiram da idéia. Foi necessário o uso de bombas de efeito moral para que voltassem as celas. Há duas semanas, 12 presos se aproveitaram do vacilo dos carcereiros e conseguiram fugir. Apenas a metade foi recapturada. O restante continua agindo livremente nas ruas. A Polícia Civil abriu um procedimento interno para apurar responsabilidades e dois carcereiros foram autuados em flagrante por negligência.

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