Início da safra derruba preço do álcool para R$ 1,69


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O preço alto do álcool nos postos de combustíveis não resistiu à pressão do início de safra da cana-de-açúcar e recuou nos últimos dias. O litro do produto, que no início de março quase rompia a barreira dos R$ 2, sendo vendido em média por R$ 1,89, agora pode ser encontrado por até R$ 1,69 em boa parte dos postos da cidade. A tendência, segundo a Unica (União da Indústria Canavieira do Estado de São Paulo) é que o preço do litro caia ainda mais nos próximos meses, quando a capacidade de moagem das indústrias da região Centro-Sul atinge o nível máximo, em junho. Nos postos, a procura pelo combustível também voltou a crescer. O sucesso dos veículos fabricados na versão bicombustível, ou seja, que funcionam tanto a gasolina quanto a álcool, foi o grande vilão do aumento do preço do produto no início do ano. Mas não foi o único. Aliado às exportações, que também registraram aumento de US$ 63 milhões no primeiro bimestre de 2005 para US$ 102 milhões, só em janeiro e fevereiro deste ano, fez o preço ao consumidor saltar de R$ 1,60 ao final de dezembro, para R$ 1,70 e R$ 1,76, em média, em janeiro e fevereiro, respectivamente. Hoje, com a safra a todo vapor em muitos Estados produtores e boa parte das usinas de moagem entrando em atividade, o aumento de oferta do produto no mercado já começa a surtir efeito direto para o consumidor. Na região de Franca, os preços também estão em queda. Para o gerente de um posto de gasolina de Pedregulho, por exemplo, esta curva descendente deve continuar nos próximos dias. “O preço do álcool reduziu por conta da safra da cana. A tendência é que continue caindo nos próximos dias até chegar a R$ 1,59”, disse José Alfredo Valadão. Naquele município, a média de preço do litro era ontem de R$ 1,65. SEM CHUVA A previsão de tempo seco para os próximos dias também tem ajudado na aceleração da safra da cana-de-açúcar. De acordo com a assessoria de comunicação da Unica, das 240 usinas de moagem existentes na região Centro-Sul, que vai do Rio Grande do Sul, passando por Minas Gerais, Goiás até o Mato Grosso do Sul, 80 estão a todo o vapor. “Quando todas (as usinas) atingirem a capacidade máxima de moagem e a oferta do produto for maior, a tendência é de mais queda no preço ao consumidor”, disse Elen Cordeiro, da assessoria. Nas cidade vizinhas de Minas Gerais, o preço, no entanto, ainda não cedeu à pressão da safra. Em Cássia, por exemplo, o litro do álcool era vendido ontem por R$ 2,32, ou seja, 27,15% mais caro que o praticado em Franca, que pode ser encontrado de R$ 1,69 a R$ 1,73. No primeiro caso, chega a registrar uma diferença de R$ 0,19 menor que em março, quando era vendido a R$ 1,88 na bomba.

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