Após ser funcionário da CEF (Caixa Econômica Federal) por 31 anos, Márcio Junqueira, aos 49 anos, decidiu mudar de profissão: deixou de ser gerente geral da Agência Franca (Centro) para se tornar auditor fiscal. Como bancário, ocupou vários cargos e trabalhou em agências de Franca, Ribeirão Preto, Jaboticabal, Sertãozinho, Orlândia, Ituverava, Santos e São Paulo, mas só agora irá tão longe. Ele partiu para Porto Velho, capital de Rondônia.
Márcio está em contagem regressiva para iniciar a nova carreira. Saiu com as malas de Franca na segunda-feira e no dia seguinte ainda estava na estrada percorrendo de carro os 2.600 quilômetros (29 horas) até o destino. Ele se apresentou no novo emprego dia 20, e está com ótimas expectativas. “É um sentimento diferente iniciar nova profissão à beira dos 50 anos. Tinha medo de chegar perto da minha aposentadoria e não ter uma atividade para desempenhar, mas isso não vai acontecer. Já tenho um novo desafio pela frente”, disse ele, animado para desenvolver atividade industrial em Rondônia também.
Como auditor fiscal, Márcio ganhará 50% a mais que na CEF, mas disse que sua ida para Porto Velho é mais pelo desafio e fim de carreira no banco do que pelo salário. “Daqui a dois anos, me aposentaria na Caixa e saio um pouco antes para aproveitar a oportunidade de ser auditor. É claro que começar nova carreira aos 49 anos e com um dos salários top do funcionalismo público é um orgulho muito grande”.
O bancário não quis comentar o roubo de cartões do programa federal Bolsa Família por um vigia da agência da CEF da qual era gerente ocorrido em março. Disse apenas que sua saída não tinha relação alguma com o episódio. “A decisão de ir para Rondônia está tomada desde dezembro”.
Nos primeiros meses, Márcio morará sozinho e planeja estar em Franca no mínimo uma vez por mês. Sua mulher trabalha na CEF de Batatais e a transferência para Rondônia já está sendo negociada. Ela deverá trabalhar lá a partir de junho. Como estudam em outras cidades, os filhos não se mudarão com os pais.
RETORNO
Márcio Junqueira planeja trabalhar por pelo menos mais dez anos e retornar para Franca, onde nasceu. “O final da minha vida será Franca. Pretendo voltar para cá. Não vou nem desmontar minha casa aqui”. Ele é economista, formado pela Facef em 1990.
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