O filho da dona de casa Eliane tem oito anos e está matriculado na segunda série. Rafael (nome fictício) apenas desenha no caderno da escola. Conhece letras, mas não as distingue.
Prematuro ou não para definir se a criança tem deficiência de aprendizado, fato é que sua mãe logo identificou seu caso com o mostrado pelo Comércio nas duas últimas edições.
Ontem, por telefone, Eliane queixou-se de que não encontra respaldo na escola em que Rafael está matriculado. “Quero tentar resolver essa situação, mas não sei como”, disse ela, que pensa em tirar o filho da escola, medida nada indicada, já que pais são obrigados a manter filhos em idade escolar matriculados. “Meu filho está indo na escola apenas por ir. Seus professores não estão fazendo nada por ele”.
BATALHADORES
Na manhã de ontem, a professora Juliana Gama Faleiros, 36, ligou para a redação do Comércio não para se queixar da reportagem que mostrou os descaminhos da progressão continuada, mas para defender sua classe profissional.
Integrante do grupo de professores alfabetizadores, Juliana reconheceu que os problemas existem, mas chamou a atenção para um grupo majoritário de educadores que, segundo ela, faz do ofício um sacerdócio. “São muitos os professores empenhados na melhoria do ensino e preocupados com a educação de seus alunos”, disse ela. “Amo o que faço, e não gosto de ver situações como essas acontecendo”.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.