Maria Áurea Melo Franco é uma pessoa conhecida em Itirapuã. Foi casada com o tenente Franco, da Polícia Militar, falecido há dois anos. No começo de 2005, conheceu Manuel Ferreira da Silva, caseiro de um sítio nas proximidades de sua casa e que havia se separado da primeira mulher. Passaram a morar juntos há quatro meses, mas Maria não quis se casar no papel para não perder a aposentadoria.
Ela passou a tarde de ontem na sede da DIG. Acreditava ser apenas uma testemunha do latrocínio (roubo seguido de morte). No início da noite, recebeu voz de prisão e foi recolhida à cadeia, acusada de ser a mandante do crime.
Nervosa e falando alto, disse ao Comércio que não tinha qualquer relação com o crime. “Também fui vítima. Fiquei com uma arma apontada para minha cabeça. Nem conheço esses bandidos que estão me acusando”.
Maria disse que convivia bem com o marido e que não teria motivos para mandar matá-lo. “Ele era um santo para mim, uma pessoa maravilhosa. Nunca discutimos. Jamais acharei, na face da terra, um homem igual a ele”, garantiu. Ela não acompanhou o velório nem o enterro do marido. “Fiquei depondo o dia inteiro na delegacia. Também não queria encontrar a família da primeira mulher dele”.
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