Paraná recua, suspende greve dos servidores e ataca Sidnei Rocha


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“Servidores não aderiram por medo de represálias”
“Servidores não aderiram por medo de represálias”
Sem opção, diante da adesão zero por parte do funcionalismo, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Franca suspendeu a greve. Na próxima semana, convocará uma assembléia para discutir o problema do reajuste de salários e o assunto pode parar na Justiça. Inconformado com o fracasso do movimento, o presidente do sindicato, José Nhozinho Sales Ramos, o “Paraná”, fez duras críticas ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e ao secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto. Para ele, os servidores não aderiram à greve por medo de represálias do prefeito. “Paraná” atacou Sidnei Rocha, a quem definiu como uma pessoa que “reúne os piores defeitos que um ser humano pode ter”. “A administração coagiu os funcionários a não aderirem à greve e ameaçou transferi-los para postos distantes de suas casas. No caso da Saúde, ameaçam com aumento de jornada de seis para oito horas. É um governo intransigente e autoritário”, disse “Paraná”. Sobrou até para o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto. Segundo “Paraná”, ele atende os sindicalistas, mas não tem autonomia para resolver as situações. “O Jerônimo fala conosco, leva nossas reivindicações ao prefeito e volta com a resposta, mas nada resolve. Faz papel de garoto de recados, de pombo-correio”. BRIGA CONTINUA Caso a opção dos trabalhadores na assembléia a ser convocada na próxima semana seja pela não-greve, o sindicato buscará o aumento de 11,38% nos tribunais, garantiu “Paraná”. “Se os servidores quiserem desistir da greve, o sindicato vai acionar a prefeitura na Justiça. O que eles ofereceram não cobre nem a inflação cheia”. A prefeitura disse que o índice está fechado em 4,05% e nada mais. Esta posição ganhou ainda mais força após o fracasso na tentativa de greve nas UBSs do Aeroporto III e Leporace, na quarta-feira. “É uma questão fechada. Será pago o índice do IPC”, disse o assessor de imprensa da prefeitura, Marcelo Facury. Sobre as críticas do líder sindical, Facury disse que o “prefeito não se envolverá em polêmicas com ele”.

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