A Praça Sabino Loureiro, na Estação, tem agências bancárias, drogaria, lotérica, lanchonetes, vendedores ambulantes e, por essa razão, um grande fluxo de pessoas. Nos últimos dias, vários comerciantes têm reclamado da sensação de insegurança no local.
Para muitos, ocorreu de fato a redução do policiamento e o clima de medo se instalou. A camelô Marlene Ramos, 53, tem uma barraca na praça há dez anos. Disse que vem trabalhando nos últimos dias com medo de assaltos e ações de marginais. Na tarde da última terça-feira, ameaçada por menores, procurou pela ajuda de policiais e não encontrou. “O policiamento ficou falho. A região é movimentada. Precisamos de policiais aqui”, disse. Antes, Marlene trabalhava até as 19 horas, agora, temerosa, o expediente é encerrado duas horas mais cedo. Outra mudança sinalizada por ela é no número de colegas de trabalho na praça. “Éramos cerca de dez, com os assaltos e ameaças, muitos pararam de arriscar”, afirmou. Durante a semana, somente três camelôs trabalhavam no local.
Maria Lúcia Vilela, proprietária de uma lanchonete, também sente o problema. “Tenho medo de ficar sozinha, pois a praça reúne muitos desocupados e a PM sumiu”.
Ela, assim como o gerente da lotérica Boa Sorte, Eduardo Faciroli, defende que a Estação mereceria uma base policial. “Os policiais são sempre bem-vindos, principalmente em um espaço com grande fluxo de pessoa como a praça da Estação”, disse. Resta saber se esse tipo de reivindicação será observado tão prontamente quanto o da redução de policiamento.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.