Insegurança preocupa Estação


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Imagem mostra adolescente coagindo motorista. Extorsão e uso de drogas ocorrem à luz do dia nas imediações da Estação. Sensação de insegurança aumentou após ofício de Chinaglia
Imagem mostra adolescente coagindo motorista. Extorsão e uso de drogas ocorrem à luz do dia nas imediações da Estação. Sensação de insegurança aumentou após ofício de Chinaglia
O polêmico ofício enviado pelo vereador Maurício Chinaglia (PSB) à Polícia Militar (PM), pedindo a redução das blitze na região da Estação, continua causando efeitos no bairro. Comerciantes têm demonstrado sensação de insegurança diante, principalmente, de menores infratores que freqüentam as imediações. Os adolescentes, além de se drogarem à luz do dia, coagem clientes que estacionam seus carros nas ruas do bairro. Há rumores também de prostituição no local. Diante da situação, o vereador disse que “não fará mais nada em relação ao assunto” e negou-se a comentar as novas reclamações dos comerciantes. O tenente Max Wilson, da 5ª Companhia da Polícia Militar, responsável pelo policiamento da região, informou que o número de policiais destacados para a Estação não diminuiu e que o patrulhamento do local sofreu apenas pequenas modificações. Para ele, a sensação de falta de policiamento é conseqüência da polêmica causada pelo ofício. A solicitação de redução das blitze na Estação foi feita pelo vereador Maurício Chinaglia baseada no pedido de dois comerciantes do bairro que se sentiam prejudicados pela presença de policiais quase que diariamente em frente a seus estabelecimentos. “Essas operações inibem a freguesia”, disse Gilberto Ghedini, um dos solicitantes do ofício. Diante do pedido de duas pessoas, em uma atitude classificada por alguns colegas de Câmara como “equivocada” e “ingênua”, Chinaglia pediu a redução das blitze à PM e causou a insatisfação dos demais comerciantes da região. Depois do pedido do vereador, o Comércio recebeu durante a semana reclamações e alegações de falta de segurança no local. Fotógrafos do jornal compareceram à região e puderam flagrar, na mesma rua onde as blitze eram realizadas, a Frei Germano, adolescentes que são apontados como ameaça pelos comerciantes. Mas, para Chinaglia o assunto está encerrado. “Não vou fazer mais nada em relação ao assunto. Não pedi para tirar o policiamento de lá, pedi para reduzir as blitze”, disse rapidamente à reportagem do Comércio e, em seguida, encerrou a ligação de maneira abrupta: “Você não me achou para falar comigo, tá bom? Brigado” (sic). O tenente Max Wilson, da 5ª Companhia da Polícia Militar de Franca, disse à reportagem que o “policiamento da região da Estação não foi alterado em nada”. “O que pode ter causado insegurança é a polêmica que se instaurou. Pode ser uma sensação de insegurança gerada por isso”. Ele garantiu que continuam sendo feitas blitze, inclusive na Rua Frei Germano. “Para adaptar o policiamento à solicitação dos comerciantes, muitas vezes a gente desloca (a blitz) três ou quatro números para frente de onde os lojistas reclamaram. A alteração é mínima. A pessoa não quer defronte, então você põe um pouquinho mais pra frente, do outro lado da rua”, disse. Wilson disse que não pode retirar, de forma alguma, mesmo com o ofício, o policiamento de uma “região comercial, repleta de agências bancárias, com uma circulação enorme de pessoas e um terminal rodoviário”. Os comerciantes não vêem dessa forma.

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