O Comércio apurou que a intenção do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) é tentar negociar com a Câmara a redução da área do terreno tombada como patrimônio do município por ser de preservação ambiental. Assim, a construção do CDP seria viabilizada no local.
Antes mesmo de a proposta ser apresentada, a oposição já avisou que apresentará resistência. “Cansamos de alertar sobre as proibições impostas pela questão ambiental, mas o prefeito foi teimoso, prepotente e arrogante. Não quis nos ouvir. Insistiu no erro e apresentou uma área inadequada. Se o CDP ainda não saiu é culpa dele. O prefeito é quem deve satisfações aos moradores e presos do Jardim Guanabara.Sou contra a mudança na lei”, disse Gilson Pelizaro (PT).
O também petista Silas Cuba entende que mudar a legislação em vigor não será fácil. Para ele, a melhor opção seria o prefeitura apresentar uma área alternativa. “A cidade precisa de um CDP, mas em outro lugar”. Valter Gomes (PSB) também é contra a mudança na lei. “Se for mexer nisso vai reacender toda a polêmica. Vai dar muito mais trabalho e perder mais tempo do que achar outra área”.
Marcelo Valim (PSDB) acha que a área não é a melhor opção e que já esperava por problemas. “A necessidade de uma nova cadeia e a falta de opções nos obrigou a aprovar a doação daquela área”.
Líder do prefeito na Câmara, Jépy Pereira (PSDB) mantém o otimismo e acredita na alternativa idealizada por Sidnei Rocha. “O prefeito não foi intransigente. O problema é que o município não tem outras opções. O terreno é muito grande e acho possível reduzir a área considerada de patrimônio”.
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