Para a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a obrigação de corrigir distorções como a de alunos que terminam o ensino fundamental sem saber ler nem escrever é das próprias unidades escolares.
A afirmação é de Sônia Jorge, técnica da Secretaria e coordenadora do programa “Letra e Vida”, mantido pelo governo para formar professores alfabetizadores.
Segundo ela, se um aluno não reúne as condições necessárias para ser avaliado positivamente e, assim, passar à série seguinte, a escola deve verificar o que está acontecendo com o estudante, pois cada diretoria dispõe de programas voltados para alunos com dificuldades de aprendizagem, que podem ser feitos paralelamente aos estudos regulares.
“É inaceitável que um aluno chegue ao final de seu ciclo sem ter desenvolvido plenamente suas habilidades de leitura e escrita”, disse a técnica, em aparente dissonância entre o discurso e seus resultados.
Sobre o aluno TJB, matriculado na 7ª série da Escola Estadual “Júlio César D’Elia” após cursar a 5ª ano passado, Sônia Jorge disse que não conhece o caso e não poderia comentá-lo.
Entretanto, seguiu ela, se o estudante apresenta deficiências graves não poderia ter sido reclassificado. Sem se estender no assunto, disse que é preciso conhecer a situação de TJB para definir que tipo de ação mais adequada poderia ser adotada
“Precisamos averiguar, conversar com a dirigente, porque alguma coisa está errada aí. Isto é óbvio”.
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