Para o presidente da Apeoesp (Associação dos Professores do Estado de São Paulo) em Franca, Luiz Gonzaga José, 59, por trás dos casos de alunos que são aprovados para as séries seguintes sem o aprendizado necessário está uma política que o governo paulista implementou, mas não discutiu.
Gonzaga deixou claro que a associação que preside não é contra a progressão continuada, pois nunca foi favorável à repetência nem aos antigos métodos de avaliação baseados na escala de notas de zero a dez. Sua reclamação baseia-se na forma como essa política educacional tomou de assalto as escolas paulistas, sem, como avalia, nenhum tipo de planejamento ou aperfeiçoamento do corpo docente.
O problema dos alunos não alfabetizados no ensino fundamental é verificado em todo o Estado. “A Secretaria Estadual de Educação transformou a educação em um assunto estatístico, tirando sua característica filosófica”.
O sindicalista ainda chama a atenção para as implicações econômicas que estariam embutidas numa política educacional como a do Estado de São Paulo.
A aprovação automática, segundo Gonzaga, com conseqüente queda do analfabetismo, seria uma das exigências do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional para realizar empréstimos aos governos estadual e federal. Na próxima terça-feira, a Apeoesp usará a tribuna da Câmara, durante a sessão, para abordar o assunto.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.