Vizinho depõe e confirma a denúncia feita ao ‘Comércio’


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Edivaldo Ribeiro prestou depoimento e reafirmou que a garota TMS, acusada de tentar matar os pais, sofria maus-tratos dos mesmos
Edivaldo Ribeiro prestou depoimento e reafirmou que a garota TMS, acusada de tentar matar os pais, sofria maus-tratos dos mesmos
O cortador Edivaldo Ribeiro, 36, compareceu ontem ao 2º Distrito Policial (Jardim Guanabara) e reafirmou ao delegado Luís Carlos da Silva as acusações contra o pedreiro DBS, 46, e sua mulher ALMS, 47, de que eles submetiam a filha adotiva TMS, 12, a maus-tratos constantemente. A menina foi acusada pelos próprios pais de tentar envenená-los na quinta-feira da semana passada. De acordo com a versão de Ribeiro, que é vizinho e freqüenta a mesma igreja que o casal, no Jardim Palmeiras, a mãe adotiva espancava a menor e chegou a oferecer comida estragada para TMS. Além disso, por várias vezes, a adolescente teria dormido na residência de Edivaldo, que mora com a mulher e três filhos, localizada a cerca de cem metros da casa do pedreiro, por ter sido “tocada” de casa. O delegado Luís Carlos da Silva manteve a decisão de instaurar inquérito para apurar as acusações contra os pais, conforme havia antecipado ao Comércio na última terça-feira. “Ouvirei mais vizinhos, a escola em que a menor estuda, membros da igreja, os pais adotivos e a menina, que poderá nos dar maiores esclarecimentos”, disse o delegado. Silva soube da denúncia do cortador pelo Comércio da Franca da última terça-feira. “Achei a matéria muito esclarecedora. Ela pode nos levar a uma situação até então desconhecida pela polícia”, disse. O CASO Na quinta-feira da semana passada, o pedreiro DBS acusou a filha adotiva TMS, de 12 anos, de tentar matar a ele e à sua mulher, ALMS, colocando veneno para baratas na água do filtro da casa. O caso, que ganhou repercussão nacional, foi atendido pela Polícia Militar e encaminhado ao Conselho Tutelar. De lá, foi para a Promotoria de Infância e Juventude, que submeterá a menor a exames psicológicos e dará o suporte necessário. A Justiça decidirá se TMS voltará para a casa dos pais adotivos, que querem reverter o processo de adoção, ou se irá encaminhá-la a uma nova família. (MJ)

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