Furlan se despede hoje, mas continua respondendo inquérito na Promotoria


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Acusado de improbidade administrativa, João Furlan se despede do Dinfra e de Franca hoje
Acusado de improbidade administrativa, João Furlan se despede do Dinfra e de Franca hoje
Na noite de hoje, o liquidante demissionário do Dinfra (Distritos Industriais de Franca), João Carlos Furlan de Oliveira, despede-se do comando da empresa e também da cidade de Franca. Furlan prestará contas de sua gestão em 2006 e deverá ter aceita sua demissão pelo conselho de acionistas. O secretário de Finanças, Sebastião Ananias, assumirá a direção do Dinfra. O consultor já adiantou que na sexta-feira pela manhã rumará para Campinas e retomará suas atividades profissionais naquela cidade. Furlan adiantou que a reunião será mera formalidade. “Estou convicto de que as contas que apresentarei serão aprovadas, pois está tudo exposto claramente. Quanto à demissão, quando a apresentei, foi em caráter irrevogável”, disse. Furlan pediu demissão após solicitação direta do vereador Marcelo Valim (PSDB) ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) para que este o exonerasse. “Foi dito a ele que se não pedisse demissão, seria demitido”, disse Ananias. Mas a versão de Furlan é outra. “Praticamente terminei meu trabalho no Dinfra e a prefeitura, como maior acionista, quer economizar o dinheiro da empresa”, disse. Mas reconheceu que há mais motivos para sua saída: “Seguidas notícias e acusações na imprensa também desgastam a imagem de qualquer pessoa”. Furlan se refere a atos seus que fundamentaram a abertura de inquérito por parte do Ministério Público Estadual. Ele é acusado de improbidade administrativa por contratação indevida da empresa Akkar, em agosto de 2005, para realizar trabalho de engenharia para o Dinfra. A empresa, que recebeu R$ 15,4 mil pelo serviço, não possuía registro no Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura). Furlan reconheceu a falha, mas negou ter havido má-fé e disse que está tentando corrigir o erro. “Procurei a Akkar e disse que eles terão de devolver o dinheiro corrigido. O proprietário concordou”. Furlan só não marcou data para que a devolução aconteça. O promotor Paulo César Corrêa Borges já antecipou que a mudança de cidade não eximirá João Furlan de responder pela sua gestão à frente do Dinfra. A devolução do dinheiro também não implicará a extinção do processo. “Será uma atenuante, que o juiz deverá levar em consideração. Mas as responsabilidades continuarão a ser apuradas”, disse Paulo Borges. (MJ)

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